sexta-feira, 2 de julho de 2010

O sapo

O sapo

Era uma vez um sapo que queria ser jacaré. Para ele aquela onda de ser príncipe estava fora de moda, fora de nexo. Não existiam mais princesas, mulheres não beijam mais sapos e príncipes não mandam mais em ninguém.

Foi então que contra tudo e contra todos ele resolveu que não entraria na escola para príncipes e se matriculou para fazer aula de caça com os jacarés.

Enquanto os seus milhares de irmãos aprendiam a lavar o pé, aprendiam etiqueta, aprendiam a governar, historia geografia, ciências, matemática, filosofia e etc. Ele aprendia a caçar, a se camuflar, se esgueirar, fingir de morto, observar e atacar à presa.

No inicio foi bastante complicado era perceptível que os outros jacarés o olhavam de um modo diferente literalmente eles o devorava com os olhos. Mas ao pouco o sapo foi ganhando o respeito de todos e conseguiu se “formar” com vários outros jacarés.

Eis que um dia, o sapo faminto encontrou um casal. Ele com o diploma de jacaré se achando maior predador da natureza realizou toda a manobra de caça. Pegou o casal de surpresa, mas rapidamente o homem com uma coroa na cabeça defendeu a dama e acabou por matar o pobre sapo.

Ao olhar aquele sapo no chão, o príncipe lembrou que já foi sapo também e tentou salvar um dos seus milhões de irmãos. Desesperadamente tentou de tudo, mas não teve jeito.

A princesa vendo toda a compaixão dele por um sapo ficou enjoada, bestificada e resolveu deixar o príncipe ali sozinho. O príncipe voltou a ser apenas mais um sapo.

Moral da historia?
Sapo é Sapo
Jacaré é Jacaré
Príncipe é Príncipe
E ai de quem querer ser o que não é.

terça-feira, 29 de junho de 2010

O papel...

...

Estava só em casa com os pés entrelaçados a mão sustentava a cabeça que tanto pesava naquele momento. Ela tinha feito de tudo na vida, era independente, linda, saia com quem quisesse, se divertia, sentia-se realizada por viver sua vida de acordo com seus princípios, nem sempre tudo era um mar de rosas, mas ela sempre foi muito feliz. Agora estava ali, assustada com seus pensamentos e sentimentos, sentimentos esses que eram voltados para alguém que ela sabia não ser o ideal, estava longe de ser. Lindo, ele era incrivelmente lindo, sem escrúpulos também, isso te importava muito, mas seu coração via-se inteiramente apaixonado por aqueles lindos olhos pretos e por aquele sorriso encantador. Ela fintou com os olhos um pedaço de papel, pensou em escrever um samba, tentou apenas escrever uma carta de amor ou de alforria...

Sim, de alforria queria se ver livre daquela agonia. Estava próxima a janela, onde ela jurava que o viu pela primeira vez. De repente o vento soprou mais forte, levando o papel rabiscado pelo seu amor. E ele se foi voando devagarzinho, navegando no céu azul, sem rumo sem destino.

[Pausa]

Tarssio: Sim e agente vai deixar o papelzinho voar mesmo?

Bia: Por que não?

Tarssio: Ninguém sabe o que tem escrito nele e se o tal ser pegar o papel?

Bia: Sim, e se ele gostar também dela?

Tarssio: Por mim agente escreve que ela saiu embaixo da tempestade, desesperadamente, a procura do papel que continha o que ela tinha de pior.

Bia: E porque você acha que era de pior? Era amor o que tinha escrito ali Tarssio, e isso ta longe de ser o pior, mas como ela ainda não é correspondida, deixa o papel voar mesmo, assim pode ser que como o papel, o vento leve pra longe os sentimentos dela.

Tarssio: A senhorita tem sempre razão...

[Restart]

Então o vento foi levando a excreção dos sentimentos dela bem para longe e ele ia desmanchando sobre o efeito da água, do tempo. A fragilidade do papel era reflexo da sua própria fragilidade e o
papel se desmanchou ...




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Legalzin a técnica num foi?
Vlw Bia pela força o/
comentem ae ...

se alguém quiser fazer também
manda mensagem um dia desses no MSN...

saudade de postar
KKKKKK

PS: obrigado

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Por um instante

Por um instante

Um bebê era esperado pela família, enxovais comprados,quarto arrumado e tudo aquilo que era de praxe acontecer.Não que eles tivessem muitas condições mas as coisas eram bem arrumadas,bem simples e era o suficiente.
Chegado o ultimo mês, o bebê já tinha desistido de contar os nove meses do calendário e a toda hora dava menção que resolveria sair a qualquer hora. Pobre bebê nem sabia o que o aguardava mundo a fora.
Como era previsto (e é claro muito normal de acontecer) o então feto mergulhou de vez, entrou de cabeça no que chamavam de vida. Pena que ele não tinha um relógio.
Resolveu sair às 6 horas da tarde (ou noite) a família ligeiramente entrou no carro, emprestado pelo cunhado da noiva, mas o transito dava voltas. A criança era rápida e inocentemente não sabia que a vida era bem lenta àquela hora.
Resolveu vim ao mundo assim mesmo às 6 horas parando ainda mais o trânsito.Por um instante a sua presença se tornou mais importante que as “Ivetes”,”Claudias”,”Durvais” e todos arranha-céus e todas propagandas.
Por um mínimo instante ela foi deusa, estrela e foi tudo que queria ser por que aquele era o seu momento. Mas tudo acabou.
Não se ouviu um choro.
Ouviram as buzinas!
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Espero que curtam o texto
flwz