...
Encontro
Mais uma vez eu tinha acordado e não consegui me mexer. Às vezes, em lampejos de consciência desejava a morte. Na verdade, eu não tinha acordado. Estava em algum estado de subconsciência bastante pavoroso.
O quarto tinha ficado branco. Os poucos móveis tinham sumido e o pequeno espaço bastante limitado que não caberiam três pessoas se tornará outra paisagem. Agora o ambiente era maior. Mesmo assim, o horizonte era tão branco que dava a impressão que estava preso em um cubículo.
Não havia outras pessoas. A respiração era bastante difícil e por mais que se tentasse era impossível acordar. Aos poucos, aconteceu a adaptação. Depois de certo tempo, era possível respirar e começou a surgir a curiosidade de conhecer o lugar.
Quando pensei naquele universo branco e no que poderia conter nele, conseguir me manter de pé. Andar era difícil, ainda não era possível distinguir o que era realidade daquilo que era sonho, mas a busca pelo novo me fez ser encontrado por pássaros.
Não saberia dizer qual a raça, espécie ou qualquer outra coisa sobre eles. Pararam um pouco adiante e, como uma orquestra, começaram a executar uma bela e conhecida canção. Quando me dei conta de qual musica era, espantado e um pouco feliz por ter encontrado algo familiar exclamei:
-Wonderwall!!!
Engraçado, eu não fui a única pessoa a ouvir. Pela primeira vez, notei a presença de alguma pessoa. Era um velhinho que ao mesmo tempo tinha exclamado o nome da música. Ele já devia ter certa idade avançada. Ficava assobiando como se tentasse aprender com a maestria dos pássaros e, como pagamento, jogava alpiste para eles.
Era uma cena meio patética. Os pássaros, sabendo que eram superiores à limitação humana do senhor, escolhiam músicas bem complicadas. Mesmo assim, ele continuara tentando imitá-los. E, aos poucos percebendo que o aluno não tinha vocação, os pássaros resolveram ser donos únicos da cena e passaram a rejeitar o alpiste.
O velho, um pouco encabulado, chamou-me para seu lado. Eu, ainda assustado, pensei em ficar ali naquele lugar esperando o sonho acabar, mas fui puxado pela curiosidade e, lentamente, caminhava em direção ao banco, onde o velho tinha acabado de se sentar.
No caminho, passei pelos pássaros, pensei numa música e imaginei como seria ser um bom pássaro.
Quando cheguei ao lado do senhor, percebi que seus olhos refletiam uma grande experiência e o modo como me chamou demonstrava muita serenidade.
Ao sentar do lado dele, me perguntou meu nome, o que fazia, onde estudava e todas essas perguntas básicas. Era como se fosse um teste e logo percebi que as perguntas não cessariam e que aquelas feitas antes não tinham grande importância.
Para distrair o ambiente, ele contou a historia dos pássaros. Disse que os ensinou a cantar e que se orgulhava bastante disso. Ao mesmo tempo, tirou de dentro das mãos outro pássaro novinho, branco como papel. Então, emfim, percebi onde eu estava e quem ele realmente era.
Pedi o direito a fazer uma pergunta e, como um bom cavalheiro, ele me consentiu o direito. Indaguei-o motivo de ensinar os pássaros a cantar, já que ele tão poderoso, porque não os fazia exímios músicos?
Foi então que ele me disse:
-Meu filho, a importância está no aprendizado. Se os fizesse cantores perfeitos eles não teriam motivo para viver. Por isso, lhe fiz assim, para que a vida o ensine a ser como os pássaros, para que aprenda novas canções todos os dias e vibre então com a vitória.
E, para completar comentou:
-Estou torcendo por você e não sou o único.
Foi então que consegui me mexer, acordei da cama e, com o sorriso de vencedor, encarei a vida. E dediquei a ela uma bela melodia todos os dias...
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Muito obrigado Felipe pela correção.
E sorte na vida de todos vocês
e também na minha.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
O açougueiro
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Naquela pacata cidade existia um moreno de mais ou menos 1,80m; cabelo liso, que provavelmente tenha sido adquirido da descendência portuguesa; tinha os dentes todos sãos; se fosse um escravo com certeza teria um grande valor. Era também forte como um touro e ao mesmo tempo ágil como uma lebre.
Destacava-se nos campos de areia onde era um atacante de profissão. Muitos diziam que ele poderia jogar nos grandes times e quem sabe até ir para a Europa. Perto da área ele era um perigo, poderia derrubar os marcadores como um elefante derruba uma árvore. Era agressivo e ágil como um gato do mato e perseguia a bola como um falcão a sua presa.
Voltava para casa após os jogos ferido, sem ar, mas mesmo assim sobrava tempo para namorar as moças da cidade. Ele era sensação entre elas. Sempre estava namorando uma bela garota e ao mesmo tempo estava despedaçando os corações de todas as outras.
Tinha namorado a filha do prefeito, de alguns dos vereadores, dos grandes lojistas. Mas não era só por dinheiro que se encantava. Algumas vezes namorou lavadeiras, costureiras, mulheres da vida e sempre buscava a essência que todo homem sábio procura nas melhores mulheres.
Mas não era o namoro igual ao de hoje, ele era respeitoso e roubar um beijo era sinal de uma noite ganha. E era por isso que enfeitiçava as outras meninas. Todas queriam ser alvo de suas cantadas e serem surpreendidas por belas músicas cantadas sob o som da viola, que ganhou do avô, a luz do luar.
Durante a semana, era um simples açougueiro, profissão que aprendeu com a família. Conhecia as carnes pelo cheiro, pela cor, e tratava com se fossem mulheres. Conhecia o cheiro, o toque, as curvas e como elas deveriam ser tratadas para que lhe dessem o que precisava.
Rapidamente com o machado despedaçava a carne, separava os miúdos e as partes que não serviam para serem deglutidas. E, apesar de toda a brutalidade, havia magia nos movimentos pré-determinados, como se fosse um dança e por isso nunca reclamara do trabalho. Além de todo prazer em estar trabalhando, vendia muito bem.
E ganhava bem mesmo. Às vezes viajava para praias e capitais. E, como uma procissão para um santo, as mulheres o levavam a rodoviárias. Muitas choravam, outras até desmaiavam, mas logo chegando a outras cidades conhecia novas mulheres. E em menos de um mês conhecia todas e conquistava boa parte. E novamente seguia-se a procissão levando-o à rodoviária.
E quando voltava era festa na cidade. Seus companheiros de time se alegravam porque o craque e grande amigo voltara. As moças novas se jubilavam porque podiam contemplar o belo rapaz e as mais antigas apenas pensavam na carne.
Quando mais velho, casado, foi perguntado pelo seu neto como fazer tanto sucesso com as mulheres. Ele falou:
“Cada mulher tem um aroma, um belo som que faz quando está feliz. Vários sorrisos, um para cada finalidade. Ao mesmo tempo, todas tem suas necessidades, seus pontos fracos, suas desconfianças e fraquezas. E tudo que elas pedem é que as descubra, que desnudem seus desejos e fará sucesso entre elas.”
Então surgiu uma nova geração que, ouvindo as palavras do avô, continuaram a fazer sucesso. E por várias vezes durante épocas viram procissões de mulheres atrás dos açougueiros.
Naquela pacata cidade existia um moreno de mais ou menos 1,80m; cabelo liso, que provavelmente tenha sido adquirido da descendência portuguesa; tinha os dentes todos sãos; se fosse um escravo com certeza teria um grande valor. Era também forte como um touro e ao mesmo tempo ágil como uma lebre.
Destacava-se nos campos de areia onde era um atacante de profissão. Muitos diziam que ele poderia jogar nos grandes times e quem sabe até ir para a Europa. Perto da área ele era um perigo, poderia derrubar os marcadores como um elefante derruba uma árvore. Era agressivo e ágil como um gato do mato e perseguia a bola como um falcão a sua presa.
Voltava para casa após os jogos ferido, sem ar, mas mesmo assim sobrava tempo para namorar as moças da cidade. Ele era sensação entre elas. Sempre estava namorando uma bela garota e ao mesmo tempo estava despedaçando os corações de todas as outras.
Tinha namorado a filha do prefeito, de alguns dos vereadores, dos grandes lojistas. Mas não era só por dinheiro que se encantava. Algumas vezes namorou lavadeiras, costureiras, mulheres da vida e sempre buscava a essência que todo homem sábio procura nas melhores mulheres.
Mas não era o namoro igual ao de hoje, ele era respeitoso e roubar um beijo era sinal de uma noite ganha. E era por isso que enfeitiçava as outras meninas. Todas queriam ser alvo de suas cantadas e serem surpreendidas por belas músicas cantadas sob o som da viola, que ganhou do avô, a luz do luar.
Durante a semana, era um simples açougueiro, profissão que aprendeu com a família. Conhecia as carnes pelo cheiro, pela cor, e tratava com se fossem mulheres. Conhecia o cheiro, o toque, as curvas e como elas deveriam ser tratadas para que lhe dessem o que precisava.
Rapidamente com o machado despedaçava a carne, separava os miúdos e as partes que não serviam para serem deglutidas. E, apesar de toda a brutalidade, havia magia nos movimentos pré-determinados, como se fosse um dança e por isso nunca reclamara do trabalho. Além de todo prazer em estar trabalhando, vendia muito bem.
E ganhava bem mesmo. Às vezes viajava para praias e capitais. E, como uma procissão para um santo, as mulheres o levavam a rodoviárias. Muitas choravam, outras até desmaiavam, mas logo chegando a outras cidades conhecia novas mulheres. E em menos de um mês conhecia todas e conquistava boa parte. E novamente seguia-se a procissão levando-o à rodoviária.
E quando voltava era festa na cidade. Seus companheiros de time se alegravam porque o craque e grande amigo voltara. As moças novas se jubilavam porque podiam contemplar o belo rapaz e as mais antigas apenas pensavam na carne.
Quando mais velho, casado, foi perguntado pelo seu neto como fazer tanto sucesso com as mulheres. Ele falou:
“Cada mulher tem um aroma, um belo som que faz quando está feliz. Vários sorrisos, um para cada finalidade. Ao mesmo tempo, todas tem suas necessidades, seus pontos fracos, suas desconfianças e fraquezas. E tudo que elas pedem é que as descubra, que desnudem seus desejos e fará sucesso entre elas.”
Então surgiu uma nova geração que, ouvindo as palavras do avô, continuaram a fazer sucesso. E por várias vezes durante épocas viram procissões de mulheres atrás dos açougueiros.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Sem titulo
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Ela gostava daquele lugar apesar da aparência rústica. As grandes colunas de pedra já contaminada pelas trepadeiras, as grandes pastilhas de cimento que já não formavam um quadrado perfeito, o jardim que já não era tão bonito, tudo contrastava com a paz que ela encontrava naquele lugar.
De verdade ela procurava por alguém especial para ela era um mestre. Ele não tinha feições belas, raramente olhava alguém nos olhos, tinha um jeito tímido e não era muito de falar, porém era um grande ouvinte e sabia como ajudar sempre que era necessário.
Ele misteriosamente tinha dito que fazia perfis das pessoas mais próximas e aos poucos ia revelando. Ela, por conseguinte, ia aos poucos se conhecendo melhor e se aprimorando, para ambos era satisfatório e divertido.
Eis que uma vez ela chegou com um sorriso muito maior do que todas as outras vezes e aquele lugar já lhe dava asco e sentia que talvez que precisaria muito menos do seu grande amigo,que agora não lhe era mais mestre.Contou que caminhara por belos caminhos tinha conhecido jardins bens cuidados,pastilhas de mármores,belos pássaros e que agora a fonte do amor tinha brilhado para ela.
Ele engoliu em seco sentiria saudade, mas não era a coisa certa a dizer, apenas comentou:
-Volte sempre que precisar e volte também mesmo que não precise.
Já tinha se acostumado com a presença daquela alma radiante, cheia de vida que contrastava tanto com o que ele era. E a ausência daquela encantadora peça de estudo e também objeto de grande esmeril ia com certeza lhe fazer falta. Anotou no caderno:
“Ela não lavou apenas as mãos na fonte do amor, mergulhou fundo, se lambuzara da água e agora estava a jogando para cima. Pena que a és tão frágil a fonte, mas mesmo assim tomará que para ela seja duradoura e eterna”.
Depois de um grande tempo ela voltou aquele lugar a fonte tinha partido e se quebrado.Mas mesmo assim se via algo diferente nela.Não era tão transparente as mudanças mas podia ser sentida como se fosse uma nova aura um novo semblante para uma figura tão conhecida.
Ele ficou tão curioso que resolveu um dia visitar aquela pessoa que agora ocupava seus pensamentos de maneira insistente e perigosa. Faltavam algumas peças do quebra-cabeça e estava decido a montá-lo nem que fosse a muito custo.
Conseguiu descobrir que agora ela não era mais aquela menininha nos seus olhos a ingenuidade se misturava a malicia, a dor dançava com a alegria e o prazer de esta viva e todos os contrastes faziam dela agora uma mulher decidida e imponente.
Ela era como ele queria feito como se fosse uma escultura retirada de seus pensamentos como se fosse a obra perfeita do melhor dos melhores. Não era fácil classificá-la não era super cultural para causar divergências de opiniões e nem tão sem conteúdo que lhe assustasse a possibilidade dela falar.
No final conseguiu, provisoriamente, montar o quebra cabeça. Apesar de tudo ele não era apaixonado de uma forma física por ela, gostava de estar com ela e poderia perder o resto do seu tempo naquelas visitas que tinham cada vez se tornado mais raras.
Era como se amasse todo o mistério que estava envolvido e tinha descoberto uma pessoa bem diferente das outras, mas aquilo ainda não lhe era, surpreendentemente, aquilo que ele procurava.
Mesmo assim tinha agradecido ao destino por ser assim ele também tinha fechado a parte do mistério que envolvia a relação dos dois. Ela o admirava muito e confiava nele mais até do que ela conscientemente achava, mas era só...
Um dia mandou chamarem ao alto da colina. Quando se encontraram, ele começou:
-Agente não precisa ser mais amigos. Você não precisará mais de mim por um bom tempo. Talvez você me permita achar que fiz algo por ti isso me fará muito bem.
Ela retrucou:
-Por que você tem que ser tão egoísta?Por que pensa que o mundo gira em volta de você?
Havia um pouco de raiva e ao mesmo tempo tristeza nos seus olhos, mas mesmo assim ele falou:
-Digo a você que aprendi muito mais contigo do que você acha. Ajudar-te esse tempo me fez muito melhor, mas agora é só. Sempre que precisar tarei aqui e lhe imploro que sempre que precisar me procure.
Eles se despediram. Ele tinha vontade de descer a colina correndo para ela e admitir que precisava tanto dela que tinha feito aquilo.Caiu-se no mundo, era como se estivesse doente não encontrara mais a felicidade.Ela não visitava-o mais ,morreu esquecido num canto qualquer com gente que anteriormente preferiria nem da bom dia.
Ela também teve vontade de voltar e lhe implorar por atenção. Queria convencê-lo de que estava fazendo uma besteira e que gostava profundamente dele. Mas amor, amizade, nada disso se pede e nem se ganha gratuitamente. Muitas vezes teve vontade de voltar e lhe pedir conselhos, mas nunca fez isso. Encontrou a felicidade, morreu feliz, mas nunca tinha esquecido aquele seu mestre-amigo tão...
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Nunca tinha gostado tanto de um texto meu quanto esse
comentem ae.
Muito obrigado!
Ela gostava daquele lugar apesar da aparência rústica. As grandes colunas de pedra já contaminada pelas trepadeiras, as grandes pastilhas de cimento que já não formavam um quadrado perfeito, o jardim que já não era tão bonito, tudo contrastava com a paz que ela encontrava naquele lugar.
De verdade ela procurava por alguém especial para ela era um mestre. Ele não tinha feições belas, raramente olhava alguém nos olhos, tinha um jeito tímido e não era muito de falar, porém era um grande ouvinte e sabia como ajudar sempre que era necessário.
Ele misteriosamente tinha dito que fazia perfis das pessoas mais próximas e aos poucos ia revelando. Ela, por conseguinte, ia aos poucos se conhecendo melhor e se aprimorando, para ambos era satisfatório e divertido.
Eis que uma vez ela chegou com um sorriso muito maior do que todas as outras vezes e aquele lugar já lhe dava asco e sentia que talvez que precisaria muito menos do seu grande amigo,que agora não lhe era mais mestre.Contou que caminhara por belos caminhos tinha conhecido jardins bens cuidados,pastilhas de mármores,belos pássaros e que agora a fonte do amor tinha brilhado para ela.
Ele engoliu em seco sentiria saudade, mas não era a coisa certa a dizer, apenas comentou:
-Volte sempre que precisar e volte também mesmo que não precise.
Já tinha se acostumado com a presença daquela alma radiante, cheia de vida que contrastava tanto com o que ele era. E a ausência daquela encantadora peça de estudo e também objeto de grande esmeril ia com certeza lhe fazer falta. Anotou no caderno:
“Ela não lavou apenas as mãos na fonte do amor, mergulhou fundo, se lambuzara da água e agora estava a jogando para cima. Pena que a és tão frágil a fonte, mas mesmo assim tomará que para ela seja duradoura e eterna”.
Depois de um grande tempo ela voltou aquele lugar a fonte tinha partido e se quebrado.Mas mesmo assim se via algo diferente nela.Não era tão transparente as mudanças mas podia ser sentida como se fosse uma nova aura um novo semblante para uma figura tão conhecida.
Ele ficou tão curioso que resolveu um dia visitar aquela pessoa que agora ocupava seus pensamentos de maneira insistente e perigosa. Faltavam algumas peças do quebra-cabeça e estava decido a montá-lo nem que fosse a muito custo.
Conseguiu descobrir que agora ela não era mais aquela menininha nos seus olhos a ingenuidade se misturava a malicia, a dor dançava com a alegria e o prazer de esta viva e todos os contrastes faziam dela agora uma mulher decidida e imponente.
Ela era como ele queria feito como se fosse uma escultura retirada de seus pensamentos como se fosse a obra perfeita do melhor dos melhores. Não era fácil classificá-la não era super cultural para causar divergências de opiniões e nem tão sem conteúdo que lhe assustasse a possibilidade dela falar.
No final conseguiu, provisoriamente, montar o quebra cabeça. Apesar de tudo ele não era apaixonado de uma forma física por ela, gostava de estar com ela e poderia perder o resto do seu tempo naquelas visitas que tinham cada vez se tornado mais raras.
Era como se amasse todo o mistério que estava envolvido e tinha descoberto uma pessoa bem diferente das outras, mas aquilo ainda não lhe era, surpreendentemente, aquilo que ele procurava.
Mesmo assim tinha agradecido ao destino por ser assim ele também tinha fechado a parte do mistério que envolvia a relação dos dois. Ela o admirava muito e confiava nele mais até do que ela conscientemente achava, mas era só...
Um dia mandou chamarem ao alto da colina. Quando se encontraram, ele começou:
-Agente não precisa ser mais amigos. Você não precisará mais de mim por um bom tempo. Talvez você me permita achar que fiz algo por ti isso me fará muito bem.
Ela retrucou:
-Por que você tem que ser tão egoísta?Por que pensa que o mundo gira em volta de você?
Havia um pouco de raiva e ao mesmo tempo tristeza nos seus olhos, mas mesmo assim ele falou:
-Digo a você que aprendi muito mais contigo do que você acha. Ajudar-te esse tempo me fez muito melhor, mas agora é só. Sempre que precisar tarei aqui e lhe imploro que sempre que precisar me procure.
Eles se despediram. Ele tinha vontade de descer a colina correndo para ela e admitir que precisava tanto dela que tinha feito aquilo.Caiu-se no mundo, era como se estivesse doente não encontrara mais a felicidade.Ela não visitava-o mais ,morreu esquecido num canto qualquer com gente que anteriormente preferiria nem da bom dia.
Ela também teve vontade de voltar e lhe implorar por atenção. Queria convencê-lo de que estava fazendo uma besteira e que gostava profundamente dele. Mas amor, amizade, nada disso se pede e nem se ganha gratuitamente. Muitas vezes teve vontade de voltar e lhe pedir conselhos, mas nunca fez isso. Encontrou a felicidade, morreu feliz, mas nunca tinha esquecido aquele seu mestre-amigo tão...
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Nunca tinha gostado tanto de um texto meu quanto esse
comentem ae.
Muito obrigado!
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