segunda-feira, 9 de maio de 2011

Para sentir...

... 

Veio aquela primeira dor, tão latente que apertou as mãos contra o corpo, como se tentasse aquecer o coração que tanto doía. E a dor era forte, sem sentido, sufocante, era uma vontade de se consumir.


Escondeu-se embaixo do cobertor, querendo não pensar em mais nada, querendo se evadir do mundo e contemplando a dor. Dessa vez não era saudade, solidão, amor, nada desse tipo, era medo.


Talvez em algum lugar estivesse acontecendo algo que mudaria sua vida e parecia que seria para muito pior. Entregou-se a tristeza e aos poucos viu a felicidade, que há tanto tempo se acumulava, se necrosar. Aos poucos os olhos choravam, havia calafrio,sangue, suor, ranger de dentes...


De alguma forma ele estava perdendo e não sabia o que fazer.


Nesse momento talvez desculpas seja pouco, perdão seja difícil, e “eu te amo” pouco mude a situação, mas por ser valente admite o medo, aceita a tristeza e da um adeus de forma melancólica e saudosista ao “ser” que tanto almejou ser.


Em fim, ele nasceu para ser o sapo e não o cantor da lagoa, seria mais um ou talvez o menor de todos os outros, a felicidade não visitaria sua casa e ele se acostumou de tal forma a se fazer de vitima da sorte que cegou-se e a sorte, a felicidade , e as coisas tão pequenas, mas valiosas, passaram.


Sobrou um lamento de quem teve a chance de ter o que queria, daquele se achou triste, de quem se achou o pior, de quem deixou de vencer tantas vezes por acreditar que não venceria.


E por tantas brigas, pela insensibilidade, pela falta de companheirismo, por sempre querer um pouco mais, por desconfiar do obvio, por duvidar de quem não deveria, eu peço perdão desse pobre e infeliz rapaz.


Aos poucos que mesmo assim ainda continuarem com um homem de tal estirpe, desejo-lhes muita sorte e felicidade. Apesar de tudo ele me parece ser uma pessoa agradável.

domingo, 1 de maio de 2011

Suspiro

... 


Mesmo acordado poderia jurar que ainda dormia tudo parecia um sonho. Os dias, que anteriormente foram de chuva forte, estava brilhante, o sol reinava do alto e sua sublime e tão imponente presença fazia os pássaros cantarem.

Na cama se espreguiçava mais uma vez, estendia os pés para cima e ficava a imaginar. Ela ainda não tinha saído ainda da cabeça e entre uma respiração e outro vinha uma sensação boa que contagiava todo o quarto.

Seus olhos, então, brilhavam. Era apaixonante o semblante dele. Ele estava tão apaixonado que...

Ele estava tão apaixonado que tropeçou nas próprias pernas e caiu, mas caiu feliz. Caiu ao som de eu te amo, sorrisos de vergonha, caras de pedintes, era um pouco de amor que agora sentia e era um suspiro de vida dentro do peito que o faria seguir em frente.



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Recomendo ao leitor achar um motivo para um suspiro. E suspire bem fundo, sonhe, AME.E por favor não sigam meus exemplos.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh *suspiros*