terça-feira, 5 de julho de 2011

Novo.

Tanto me encanta o novo
O polvo e o povo
A meretriz e o moço
O fundo e o poço
... 


Tanto o novo me encanta
Que quem canta encanta
Quem toca a janta
Leva a moça bamba.

Tanto me encanta a meretriz
Mais falsa que a atriz
Que tropeça e escapa por um triz.

Tanto me encanta (eu) moço
Que não sou polvo, nem povo
Nem fundo, nem poço…

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Frase Solta (1)

...


Se todo mundo fosse feliz, felicidade seria tão banal. Não haveria dor de cotovelo, não existiria bebida, musica, teatro, poema...
Talvez a tristeza seja um mal necessario para alguns e assim (nós tristes) vamos levando o mundo.

Templário


Da para ver ao longe a vontade que aquele homem exibe de ser tratado como coitado, a necessidade de que alguém sinta pena e o trate com todo mimo possível.

Os pés cansados e calejados evidenciam o seu jeito de nômade e fugitivo. As pobres vestes, os olhos sem brilho, as mãos sem carinho, a boca seca, o coração amargurado e a cabeça fixa ao chão, fácil notar que existe nele o fim.

Seus passos lentos, contados, tímidos e desengonçados vão se tornando uma marcha cega. Seu andar é um penar e há lagrimas em cada gota de pegada e areia nos olhos.

Ao observa-lo me sinto como tal ser. Vagando cego seguindo alguém que eu tenho certeza que não vai a lugar nenhum. E ao olhar meu reflexo na água eu descubro que sou tão ele quanto eu próprio.
Este que por sinal para um pouco a frente. Escreve palavras maltrapilhas sobre o chão e tira um pão de dentro da mochila. E ao vê-lo tanto tempo parado me sinto angustiado. Levanto-o bruscamente pelas mãos e, como se esperasse alguma reação, o puxo.
Agora sou eu que carrego esse fardo, eu que guio, eu que sou dono dos destinos.

Às vezes me pesa carrega-lo.

E para mim seria muito fácil reclamar de tudo que não da certo, aceitar as lagrimas, não dormir e acreditar que tudo é o fim.

Sou aquele cara que está vagando solitariamente no deserto, sou um louco, alienado, um palhaço, ou seja, lá o que for.  Sigo caminhando embriagado, tristonho, melancólico e sereno.

Às vezes me faço um pouco mais feliz por ter tido a honra de fazer a coisa certa mesmo que sangre até agora, por ter tido a coragem de sofrer e me condeno por ter fé que as coisas vão se acertar.

Seja qual for o fim daquele homem, ele é um templário correndo atrás de um sonho que só é possível pela fé. E para mim que o carrego, admito ter deixado meus sonhos na minha primeira parada.

Espero que o deserto acabe com eles.

Obs.: Não sigam esse mentecapto que anda. Relevem minhas lagrimas e todo sangue que se escorre deste texto. Apaguem minhas palavras. Vivam e sejam felizes.

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Obrigado Douglas do blog http://romanticoscomoeu.blogspot.com/ por ter corrigido meu texto.