terça-feira, 30 de agosto de 2011

Adiantaria?


  De nada adianta
  vida sem tristeza
coroa sem realeza
sapo sem princesa

De nada adianta
ganhador sem perdedor
jardim sem flor
e vida sem um pouco de amor

De nada adianta
casa sem TV
querer e não ter
( *** ) sem você.


*** - É permitido então a leitor imaginar o que quiser com quem quiser, se quiser dizer pode deixar no comentário. Me faltou palavras ali.

domingo, 21 de agosto de 2011

Me visita?


 ...

A felicidade fez de mim um ninho e me deixou a esperança. A esperança de todas as gravidas que julgam esperar o rei na barriga. E foi por isso que pintei a casa e cometi o erro de todas as outras Marias, eu esperei ,planejei e por que não dizer que para mim a felicidade já existia.

Passou-se o tempo e ela não veio, a esperança foi substituída pela sua prima impaciente: A espera.

As cores foram desbotando, o ninho foi se desmontando. A felicidade morreu sem ao menos ter me mostrado a cara. Sobrou o gosto amargo do quase, rasguei os meus projetos e me agarrei aos sonhos.

Mas por fim acostuma-se. Ahhh, felicidade, boa visita que a minha casa nunca toca a campainha.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O avô.


...

Domingo como de costume era dia de reunião de família na casa dos avos. José Lima Fortunato acordava cedo seguia para a missa e posteriormente ao futebol do time do bairro, time este que seu pai jogara e que o Sr.Fortunato, conhecido como Negrão nos seus áureos tempos, era considerado ídolo. Eram dez horas e a família aos poucos ia chegando e ocupando seus respectivos lugares.

As crianças brincam no quintal, as mulheres tricotam na conzinha, umas poucas mais rebeldes se misturam aos homens. Estes ocupam a frente da casa com cerveja, conversas sobre futebol, trabalho e outros assuntos tão banais.

Aos poucos que sentam com o avô sobra o buraco, enquanto joga ele conta as historias vividas, ri da vida e ouve os seus vinis.

Chegada a hora do almoço todos se encaminham para a mesa. Nessa hora o Sr.Fortunato pede a palavra. Agradece a presença de todos, toca o seu antigo bandolim com ajuda de outros familiares que manejam seus outros instrumentos, e da risada discretamente ao cachorro. Este que apesar de não ter sido citado até agora, por questões pessoais do relator, ocupa um cargo de grande importância na hierarquia familiar.

Todos rezam: católicos, protestante e ateus

Posto então o prato, bastante regrado devido aos problemas acumulados por toda a vida, o Senhor Negrão senta na poltrona e seu cão acomoda-se nos seus pés.

O cão não pede e nem tão pouco olha pra o prato do seu estimado dono. Está ali por costume, costume que vem de muito tempo, tempo em que nem havia muito que comer

A reunião continua: gritos exaltados, pessoas começam a ficar bêbadas...

Chegada a hora, o avô deixa seu aparelho auditivo sobre a mesa. Caminha vagarosamente para a rede, acompanhado pelo cão.

Deita-se na rede, o cão deita-se perto. E os dois ali, velhinhos, serenos, acabam por dormir.

Toda a casa faz silencio, o mundo fica um pouco em paz, em pouco tempo será segunda, será...

Todos vão para a casa. Estranho, mas é só mais um dia


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Comentários a parte : deve está cheio de erros.

domingo, 7 de agosto de 2011

Pelúcia

 ...

Não me ligue, não marque encontros, nada de bares, cinemas ou restaurante, mas me siga, me espere e faça isto tão bem que me faça acreditar em destino.

Pergunte-me como estou, mas não queira saber detalhes, não queira me ajudar, exceto com coisas praticas, não queira ser meu conselheiro, apenas me faça rir, me faça ficar sem graça, me deixe vermelha e fique (ou finja estar) sem graça.

Não me pergunte como sou, ou tão poucos de todos os outros que amei, ou o que fiz ontem, mas me fale de você. Não se faça de santo, de certo ou politico, adoro defeitos, adoro historinhas sem pé e nem cabeça.


Faça-me falar o que eu nunca diria, me faça querer o que nunca quis, me faça sua, sob medida, desenhada e escolhida a dedo.

Marque-me, faça que todos saibam que eu estou aos seus pés, me trate como dama, como meretriz, ria de minhas besteiras, dos meus acidentes, do meu nada da certo...

E por fim diga ao meu ouvido qualquer coisa, qualquer idiotice que me faça sentir sua voz.

Não preciso de “eu te amo”, preciso de um urso de pelúcia.